No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours. Isaiah Berlin
21 Novembro 2006
Blue Lounge - Ano II
20 Novembro 2006
Em destaque: 31 da Armada
What Causes Wealth?
19 Novembro 2006
No país das honras e das comendas
Também não se percebe a atitude da Universidade solicitada. Cabia-lhe a delicadeza de encontrar uma solução que dignificasse todas as partes. A atribuição do doutoramento Honoris Causa, por exemplo, com o seu cerimonial e a oração de sapiência que permite à personalidade distinguida poder dar o seu contributo para o avanço dos saberes universitários, seria natural nessas circunstâncias. Medeiros Ferreira, nos Bichos CarpinteirosNada dignifica mais o homem do que o trabalho dedicado e sério. Muito menos as honrarias e as menções Honoris Causa. Como é que se escreve uma coisa destas, é algo que me transcende. Rodrigo Adão da Fonseca
17 Novembro 2006
Anti-americanismo
Destaques Dia D
16 Novembro 2006
Por um novo califado na Península Ibérica
Blue Lounge recomenda: Sócrates na Esquerda
"Na falta de uma teoria e de um programa, a esquerda acabou por se transformar num sentimento" Vasco Pulido Valente in Público (Sábado, 11.11.2006)
15 Novembro 2006
Blue Lounge recomenda
Amadeo Souza-Cardoso
Veu islâmico e multiculturalismo
13 Novembro 2006
Uma visão despreocupada e equidistante sobre as eleições americanas
11 Novembro 2006
Blue Lounge recomenda
Blue Lounge recomenda
10 Novembro 2006
Sabedoria Popular
09 Novembro 2006
Se não subsidias és inculto, não vives com arte
"One can exist without art, but one cannot live without it"- novo aforismo de Oscar Wilde, descoberto nos EUA - no Guardian de ontem.Deduzo então que o amor à arte e a cultura se medem, não pelos hábitos de leitura, pela capacidade de apreciar e apreender a pintura, a escultura, a fotografia, o cinema ou o teatro. Para ser culto, viver com arte, é preciso ser mãos largas e pouco criterioso com o dinheirito dos contribuintes. Seria interessante assitir a um debate entre Fernando Gomes, Nuno Cardoso e Rui Rio e medir o grau de evolução cultural de cada um. Podia participar também o rapazito do BE, o Teixeira Lopes, como special guest. A JAD e outros seriam capazes de ter uma - desagradável - surpresa. Rodrigo Adão da Fonseca
Portugal em Provérbios
Peronismos
07 Novembro 2006
Notas Soltas sobre Liberalismo e Catolicismo
No blogue "5 dias", o António Figueira surpreende-se com a constatação do Pedro Arroja no Blasfémias, quando este afirma que "[o] liberalismo é um produto do catolicismo".Para Friedrich A. Hayek, os princípios teóricos da economia de mercado, assim como os elementos básicos do liberalismo económico, não foram concebidos, como geralmente se acredita, pelos calvinistas e protestantes escoceses, sendo que, pelo contrário, são o resultado do esforço doutrinário empreendido pelos dominicanos e jesuítas membros da Escola de Salamanca durante o Século de Ouro espanhol (Hayek, 1988: 288-289). Hayek chegou mesmo ao extremo de citar dois dos nossos escolásticos, Luís de Molina e Juan de Lugo, no seu discurso de aceitação do Prémio Nobel da Economia em 1974 (Hayek, 1976c: 19-20). Este economista austríaco começou a convencer-se da origem católica e espanhola da análise económica austríaca a partir dos anos cinquenta, graças à influência do professor italiano Bruno Leoni. Leoni convenceu Hayek de que as raízes da concepção dinâmica e subjectivista da economia eram de origem continental e de que, portanto, deveriam procurar-se na Europa mediterrânica e na tradição grega, romana e tomista, mais do que na tradição dos filósofos escoceses do século XVIII (Leoni, 1995: 95-112). Além disso, Hayek teve a sorte de, durante esses anos, ter uma das suas melhores alunas, Marjorie Grice-Hutchinson, que se especializara em latim e literatura espanhola, levando a cabo, sob a orientação de Hayek, um trabalho de investigação sobre as contribuições dos escolásticos espanhóis no âmbito da economia, trabalho esse que, com o tempo, se converteu num pequeno clássico (Grice-Hutchinson, 1952, 1982 e 1995).
Huerta de Soto, "Escola Austriaca - Mercado e Criatividade Empresarial", Edição portuguesa da Espírito das Leis, disponível on-line, aqui, no sítio da Causa Liberal.
Recomenda-se, assim, a quem tenha interesse na matéria, a leitura completa dos capítulos 3.2. ("Os escolásticos do Século de Ouro espanhol como precursores da Escola Austríaca") e 3.3. ("A decadência da tradição escolástica e a influência negativa de Adam Smith") da obra acima citada (Huerta de Soto, "Escola Austriaca - Mercado e Criatividade Empresarial", Edição portuguesa da Espírito das Leis), dos textos do Rui de Albuquerque "Juan de Mariana: um «libertarian» na igreja romana" e "l'affaire mariana", compilados e disponíveis, aqui, no sítio da Causa Liberal e, bem assim (novamente), o livro do André Azevedo Alves, Ordem, Liberdade e Estado, na Parte 1 do capítulo 2.1.
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Ler dá algum trabalho, mas permite evitar que se façam figuras como esta; pois, concordando-se ou não, a tese que defende a existência de uma influência católica (ou, mais ainda, como se lê em Hayek, de uma origem continental do liberalismo), tem o seu espaço no debate académico, não sendo sequer um tópico recente (faz-se notar que Hayek não seria, tanto quanto se sabe, nem católico nem sequer crente); estranha-se, por isso, que o António Figueira a considere risível, ao ponto de considerar Pedro Arroja, por esta simples frase, "um comediante à solta", que, pelos vistos, "os faz rir a todos" (imagino que, na retórica proto-socialista, "todos" signifique, "os meus").
Rodrigo Adão da Fonseca
06 Novembro 2006
Literacia e Liberalismo
Dispor de cidadãos com capacidade crítica - aquela que é necessária para "trabalhar" a informação, aferir o que ela representa, avaliar se é ou não verdadeira, para a enquadrar naquilo que são os valores próprios de cada um - é um dos maiores desafios das democracias que se querem avançadas. O que JPP diz - e bem - em relação à Wikipedia, aplica-se às mais distintas realidades sociais, em constante e rápida mutação; hoje, o ritmo de produção de informação é impressionante, cada indivíduo-cidadão é chamado diariamente a decidir, no seu consumo, na celebração de empréstimos, na educação dos filhos, na tomada de posições cívicas, no exercício do direito de voto. Ora, o grau de literacia representa, também, o nível de autonomia pessoal, a capacidade que cada indivíduo tem de se gerir a si próprio. A iliteracia congénita que se constata existir na sociedade portuguesa é visível no consumo desregrado e sem critério, muito mais reactivo e impulsivo do que desejado e planeado, nos fracos índices de leitura, na dificuldade de expressão escrita e oral, nos entusiasmos vãos seguidos de longas agonias e depressões sociais, na desconfiança e inveja, na falta de iniciativa, na incapacidade de exercer direitos cívicos e tutelar os poderes públicos. E conduz ao "trading" existente entre Estado e cidadãos, onde estes prescindem das suas liberdades, em troca do assistencialismo e paternalismo estatais. A maior parte dos socialismos desenvolve(ra)m-se em ambientes onde se impõe (impunha) a iliteracia, o medo e a restrição no acesso à informação. Quando as classes médias se aproximam das superiores, às quais aspiram ascender, privilegiam-se as soluções liberais, meritocráticas, e a promoção da sociedade civil; quando as classes médias e baixas se diluem, afirmam-se os socialismos, os estatismos, e as redes de captura e redistribuição dos rendimentos. A (efectiva) afirmação da liberdade individual exige níveis de literacia muito superiores aos que existem hoje em Portugal, onde boa parte dos indivíduos não têm as capacidades necessárias para se governarem a si próprios (plenamente). Sem um grau distinto de autonomia pessoal, dificilmente a generalidade dos cidadãos optará por soluções políticas que rompem o elo de dependência estatal e o assistencialismo em que vivem mergulhados, causa de pobreza mas também da sua precária sobrevivência. Rodrigo Adão da FonsecaNo momento em que a Wikipedia se torna cada vez mais uma fonte para os trabalhos escolares, e para a citação em linha de curto fôlego, ela revela de forma muito interessante todos os problemas das novas literacias que são necessárias para trabalhar na Rede. Literacias ligadas à pesquisa e recolha de informação deveriam fazer parte de qualquer aprendizagem escolar desde o básico. Ler, escrever, contar, ver televisão e pesquisar em linha, são as literacias básicas do dia a dia de hoje. Todas, e todas ao mesmo tempo.
JPP, Abrupto, "LER, ESCREVER, CONTAR, VER TELEVISÃO E PESQUISAR EM LINHA - VOLTANDO À WIKIPEDIA".
O "Muro" Mexicano
Blue Media: Christian Hoischen
A ecologia e o ambientalismo têm assumido uma dimensão política, funcionando negativamente como muletas dos distintos socialismos, expressões anti-capitalistas, em vez de se cingirem ao que no fundo representam, a salvaguarda dos recursos naturais e do planeta. A discussão surge por isso enviesada, muito polarizada, e com alianças tácticas pouco claras.(...)
[W]hat the status is of the privileges and interests of those who are threatened by the possibility of climate change and of those who are threatened by proposed actions to mitigate it?
(...)
[I]f one takes into account both the market’s potential for adapting to change and market-based policy alternatives, there is no reason for market liberals to be anything but open-minded toward ongoing developments in climate science, whether those developments, as they unfold, reveal indications or counter-indications of global warming.
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